segunda-feira, 17 de maio de 2010

Olhos Negros


Porque se lamentar tanto por um delito cometido? Porque chorar um amor que ainda estava em simples planos de dois apaixonados que se viram uma única vez?

Naquela noite ele vestia camiseta azul com detalhes brancos, calça jeans e all star, seu sorriso resplandecia todo um universo de amor e doçura, seus olhos, negros como uma noite sem luar, porém tão belo quanto a própria lua cheia.

Seu corpo se movia ao som da música que envolvia todo o ambiente. Em um momento de euforia suas almas se encontrarm ao simples e mais singelo olhar. Todo o mundo parou, aquele instante durou séculos, milênios...uma enternidade.

Tentativas de uma aproximação, desviadas pela timidez, eram sempre falhas. Uma alma impiedosa, cheia de mágoa, também impedia que toda a magia não se tornasse real.

Mais uma vez, envoltos por aquela música que dominava o ambiente, os olhos voltaram a se encontrar, os sorrisos foram inevitáveis, aquela magia de outrora voltou a fluir entre os dois. Até que um dos dois, o que vestia camiseta verde com detalhes em branco e vermelho, boné azul marinho, calça jeans e tênis, sorriou e chamou aquele outro para junto de si.

Tudo mudou, tudo ficou azul! O primeiro toque, as mãos se encontraram, novamente os sorrisos aparecem em ambos os rostos. Disseram seus nomes, trocaram palavras, poucas palavras, palavras rápidas. Logo seus lábios se tocaram, as línguas invadiam constantemente as suas almas, seus corpos sempre se aproximando cada vez mais. Os olhos se fecharam para que não fosse visto o tempo passar.

Mas o rapaz do olhar negro diz necessitar partir, toda aquela magia começa a se desfacelar. O segundo rapaz, inconformado com a partida, se perde nos braços de um outro alguém, sem saber que estava sendo observado por aquele olhar negro que outrora o encantou.

Toda aquela magia se destruiu ao ver o seu novo amor se perder nos braços, carícias e beijos de um outro universo que não era o seu.

A vergonha toma posse da alma daquele que se perdia em outros braços. Culpa? Vergonha? Réu Culpado?

O ódio invade o ser daquele que possui o olhar negro, nojo! Porque ele fez isso comigo?! Onde estão todas aquelas palavras de beleza infinitas? Onde estão os sonhos que iam muito além de roubar todas as estrelas do céu e guarda-las em uma caixa de presente?!

Os olhares se tornam diferentes daqueles outrora trocados, em um reinava o remorso e no outro a ira.

Como pode um amor antes de ser arquitetado poder acabar de maneira tão trágica? Luxúria? Desejo? Tentação...

domingo, 16 de maio de 2010

Imundice


Quando nos vemos envoltos em uma energia que chega a nos fazer subir até ao alto e tocar as estrelas, o tempo deveria parar!

Mas entra nesse jogo a saudade, sentimento avassalador (ou não?!), que nos faz imaginar o fim da energia antes mesmo que ela começe a surgir!

Tentar se afungentar dele em outros braços, outros beijos, outras carícias...

Se perder em uma outra atmosfera que nunca deveria ter sido testada ou tocada!


Porque nos traímos tanto!? Porque traimos os nosso valores, a nossa moral!?


Dizem que o que os olhos não veem, o coração não sente. Mas quando os olhos veem e nao querem ter a visão justo naquele momento onde a sua energia se perde em outra atmosfera, o coração sente!?


E ao ver a sua primeira energia te ver em um momento de perdição, entrega, traição...é a pior das imundices!

A alma se torna suja, podre!


Porque?! Pra que?!


A vergonha toma conta do seu ser, te invade as entranhas com o poder destrutivo do mais forte dos ácidos. Seu ser não passa mais a ser o mesmo. A alma passa a se deteriorizar, como se fosse um animal em seu estado de decomposição, onde os urubus famintos, a culpa, a transgressão, a neurose, passam a disputar cada pedaço!


Repugnância!


Baixar a cabeça e deixar essa tormenta acabar com toda aquela energia outrora construída seja arruinada! Arrependimento!


Esperar?! Tentar?! RECONHECER O ERRO !!


Reconheçer a atitude erronia cometida, a entrega, os beijos e abraços naquela atmosfera que não era a sua!


Perdão:s.m (lat. perdonare, perdoar). 1. Remissão de uma falta ou ofensa, desculpa, indulto. 2. Fórmula de polidez empregada para se desculpar.

Será "só" isso ?!